Nascido e criado em Itaquera na Zona Leste de São Paulo, Maurilio Santiago dos Santos Nascimento vulgo Pé Beat é um Musico periférico influenciado pela diversidade de sua família, bairro de origem e pela cidade nos anos 90 e 2000.
Descobriu sua aptidão para a bateria ainda menino, por meio de um de seus tios (também baterista). Na época as pessoas se davam conta de que o pequeno garoto era capaz de reproduzir no instrumento o ritmo que o tio ou qualquer outro baterista fizesse, além do interesse incontrolável por qualquer coisa que envolvesse musica. Em suas brincadeiras voltava-se a isso, transformando tudo ao seu redor em instrumentos musicais pelos sons que tinham e se encrencando por mexes escondido no instrumento de quem quer que fosse.
Descente de Nordestino, cresceu em um ambiente religioso, ainda na infância foi batizado na igreja Católica como é o costume dos fieis, e a-frequentou com seus familiares. Na igreja pôde ser próximo da pratica de banda, em um primeiro momento só como expectador, o que estimulou a ser insistente no pedido para tocar uma única musica em qualquer atividade que fosse, assim, só aos 9 anos começou a fazer suas primeiras aparições tocando de fato bateria em uma banda em um repertório completo. A partir daí, uma falta do ex-baterista da paróquia, dá a oportunidade de pôr em prática o que ele ansiava a algum tempo. E então apareceram outras indicações, novas oportunidades e situações (retiros, casamentos, bailes de formatura, bares, pequenas casas de shows, etc).
Augusto Oliveira e Pé Beat 2013
Descobriu a musica Rap ainda na infância, (escutando escondido de seus conservadores responsáveis) nos programas de radio e Cds piratas, coletâneas que foi tento acesso por meio de seus primos, vizinhos, colegas da escola e igreja, gerando nele uma identificação inconsciente, mas intensa. Aos 16 anos, com um pouco mais de vivencia e um incomodo com as limitações a sua volta, se interessou por uma aproximação maior a cultura Hip Hop, passou a frequentar os movimentos culturais em SP, principalmente batalhas de Mc’s (inserção decisiva na sua vida e carreira pois a partir disso, através das necessidades artisticas do entorno revelou sua musicalidade para além da bateria). Animou junto ao Augusto Oliveira ( um dos fundadores da Batalha da Leste e Festa Punga) por 3 anos a Batalha da Leste fazendo Beat-Box e tocando percussão nas edições Especial Acústico, onde conheceu várias das pessoas com quem trabalhou produzindo batidas, nesse período e posteriormente.
Um maior contato com o Hip Hop o trouxe uma expansão de possibilidades, somado a sua transição da vida escolar para a trabalhista e a propensão natural a música, produzir batidas não foi uma ideias distante. Ao observar uma serie de jovens do seu ciclo de amizade, da mesma faixa etária, que queriam gravar suas próprias musicas, com discurso e pautas que o importavam, que recebiam convites a gravar em pequenos estúdios mas não tinham batidas autorais, sentiu-se estimulado a fazer parte e contribuir. Assim, com a grana do seu primeiro emprego, montou seu primeiro Home estúdio e a revezar entre o trabalho CLT, ministério de musica na igreja e a então vida de Beat Maker.
Essa Diversidade de atuação de Pé Beat foi atrativa para a Artefato Produções, o selo apesar da pouca estrutura, apresentava um catalogo de artistas consistentes (muito atuantes na cena Rap da época) projetando suas carreiras. Aqui Pé pôde participar desde as vendas de CDs produzidos artesanalmente, Beat maker ao vivo, instrumentista, arranjador, compositor, interprete, passando por colaborações com marcas internacionais em campanhas, produções de álbuns de outros artista do selo, até a abertura de show de artistas do Mundialmente reconhecidos.
Em paralelo seguiu sua trajetória na bateria, devido a necessidade de dedicar integralmente seu tempo a musica, movimentou-se a trabalhar somente na carreira musical. O impacto disso foi trabalhar paralelamente em vários projetos de artistas com experiencias e em fases diversas, além de voltar as ruas, dessa vez com a bateria, pra gerar renda e ter contato diário com o instrumento, com a intuição que isso o prepararia para algo maior futuramente.
A atuação como side man se firmou a partir do ano de 2014 por intermédio do trabalho com Rincon Sapiência, com o rapper foi dos palcos das ocupações culturais periféricas à turnê nacional, passando pelo principais palcos do Brasil. Uma experiencia que contribuiu muito para a sua profissionalização e renovou sua perspectiva cultural.
Após esse período integrou a Equipe Pelaaarteazuera, coletivo da Cohab 2 liderado por Kiko de Souza (que foi companheiro de gig no trabalho com Rincon Sapiência) e Samuel Porfllilio (Mc e importante ativista Cultural da Zona Leste de São Paulo), que atua desde atividades Socio educativas à Entretenimento artístico, mas com uma ênfase na musica. Dentro desse espaço Pé Beat atuou como Produtor Musical, Educador, técnico auxiliar de estúdio.
Em 2019 iniciou as atividades com o Rapper Rashid na tour do disco "Tão Real" que foi interrompida pela pandemia. No retorno a normalidade, Pé seguiu a diante como baterista do artista o acompanhando em seus shows até hoje, atualmente além de baterista é diretor musical e produziu o show intitulado "Portal' em parceria com Grou (Produtor musical) e Rashid.
Durante a abertura de volta a convivência no fim da pandemia, Pé foi convidado por Thiago dos Anjos (guitarrista e fundador) a fazer parte de Adinkrazz, iniciando as atividades com a gravação do E.P. Cidade Grande e posteriormente se apresentando ao vivo nas principais casa de musica de São Paulo e assumindo uma residência artistica no Terreo Atelie dentro da Casa das Caldeiras pelo periodo de 2 anos.
Acompanhou a cantora Marina Peralta uma forte (representante da cultura Reggae no Brasil) de 2022 a 2024 em estúdio e estrada, se desafiando musicalmente e expandindo seu perímetro musical.
Até o presente momento com Zudizilla fez a Tour Opera Preta com as canções do "vol. 1 DOPAC SPDOC" e "De Cézar a Cristo vol.2" , concluíram a tour do album Quarta parede Vol. 3, assumiu a direção musical junto com Zudi apresentando um show discográfico estreado no Lollapalooza BR.
Com o Rapper Emicida desde o inicio 2023 se apresentou na Turnê "Amarelo" no Brasil e Europa, no show "I Love Supreme Encontra Amarelo" (tributo a Jhon Contrane), tocando com sua banda completa e seu trio, em 2024 na Tour Amarelo Gira Final (recorde de bilheteria). Segue em 2026 em atividade com a Turnê do Disco Mesmas Cores e Mesmos Valores .
Na estreia do festival The Town, iniciou as atividades de Pé Beat com a Cantora Cynthia Luz no ano de 2023, em 2024 tocou com a mesma no Rock in Rio e acompanhou po esse mesmo período a tour dos Albuns Ciclo Vicioso e Ciclo Vicioso Deluxe.
Em 2023 começou a tocar na tour Girassol rodando as principais capitais do pais com Ivyson, no mesmo ano gravou o single "Conexão" e o ao vivo "Ivyson em Recife", posteriormente gravou no album "Afinco" 2024 circulou com Tour de mesmo nome pelo Brasil 2025 e está em estudio para um novo album que sai ainda em 2026.
No final de 2025 foi lançado o disco Carranca da cantora Urias, junto, a estreia da turnê com seu balé e a adição da banda a qual Pé beat integra e circula o Brasil em 2026.
Dj Nyack, Drik Barbosa, Tassia Reis, Talita Cipriano, Flavia K, Luedji Luna, Liquidos Ambiento, Kamau, Bia Ferreira, Carolina Andrade, Dj Nato PK e o selo Pau de Da em doido, Joy Sales, Felipe Flip, Sandro Luiz, Leibniz, Maria Nalah.